terça-feira, abril 24, 2007

Saudações José

Sei que deve estar estranhando o fato de eu conversar contigo. Eu sei que nunca fomos tão próximos, apesar de eu te conhecer e sempre te encontrar em várias situações. É verdade que talvez tenhamos algumas coisas em comum. Na verdade acho que todo mundo tem alguma coisa em comum com todos. A questão de compatibilidade ou não pode ser medida mais ou menos dependendo da nossa disponibilidade de enxergar tais proximidades, é por aí. O fato é que nunca me esforcei pra ficar muito próximo de ti por motivos que não sei explicar e nem me interessam muito pensar neles. Acho que fostes muito acostumado em esperar que as pessoas se aproximassem de ti, assim como eu.
Meu caro José, há pouco fiquei sabendo da angústia que estás passando. É uma pena saber que as coisas mudaram, que agora o seu dinheiro pouco vale e que a vida agora ficou monótona demais. Quem diria, hein José? Engraçado ver os seus amigos rindo e se divertindo como antes, não de você, mas da mesma vida de antes. Não por culpa deles, é que não adianta ficar chorando. A diferença é que o seu sorriso não está mais entre o deles. Eles não podem fazer muitas coisas pra mudar a sua situação e talvez nem se importem ou não sintam o que estás sentindo, mas eu me importo. Isso se chama empatia. Deve ser muito doloroso saber que depois de tudo o que aconteceu você levou a culpa. Não sei responder se és culpado ou não. Que no meio onde tudo parecia diversão as coisas agora parecem tão tristes. Será que você está com medo José? Passou pela sua cabeça que as coisas seriam tão duras? Acho que tu dormistes naquele estado de sempre esperando acordar na hora do almoço como de costume, mas parece que aquela sua manhã foi um pouco diferente, não? Eu sabia que as coisas estavam indo longe demais, por isso eu sentia aquela áurea negativa e pesada em você. Foi muito duro pra mim ser julgado e mal interpretado. Na verdade eu me senti traído. Aquelas coisas que falei de ti não foram por maldade, agora você pode visualizar que eu tinha motivos para te-lo feito, não? Não cabe a mim jogar nada na cara de ninguém, mas as pessoas, por si só, reconhecerão, mas se isso não acontecer será novamente problema delas. Não preciso de pessoas falsas batendo nas minhas costas depois que a casa cai.
E agora José? Onde está o seu cavalo verde? Será que você está dormindo direito? Sente falta da bebida? Não cabe a mim te julgar por nada, só sinto muito que a brincadeira tenha se tornado algo tão... embaçado. Eu só espero que você não morra de tédio e que tudo fique diferente quando voltares a ver a luz do sol.

2 comentários:

Anônimo disse...

É.. é disso que eu estou falando.
E se o caminho fosse outro??
O caminho seria outro! Mas como sabê-lo?
José também tá aqui percebes?
:*

Luiza C. disse...

José é só uma criança.