sábado, março 24, 2007

I would say I'm Sorry

É, depois de um dia único como todos os dias chegou a hora em que a cabeça se volta para procurar a próxima coisa a fazer. Através da porta do espírito ela contempla uma rua molhada pelas volumosas águas de março e um mormaço tropical que não permite que o frio tome conta da cidade. Agora eu não sei muito bem aonde ir. Será que eu vou pra casa? Talvez eu ligue a Tv e consiga me distrair com alguma coisa legal na programação, já deu certo algumas vezes. Pode ser melhor ficar escutando música, talvez se eu ficasse repetindo aquelas faixas que só falam “que tudo vai dar certo e ficar bem” o turbilhão escoe em forma de lágrimas e desabafos. Mas será que ficar tanto tempo em casa vai ser bom? Não seria me isolar demais? É nestas horas que não dá pra ter certeza sobre a coisa certa a fazer. Por mim eu procuraria agora uma pessoa pra jogar conversa fora, mas não me vem a cabeça uma figura legal que esteja disponível pra isso. É duro admitir que não se deve atirar pérolas aos porcos, pois eles se revoltarão e se virarão contra você. Talvez a culpa seja minha. Eu já tentei fazer isso e não consegui. Deus, livre-me da arrogância! Às vezes me culpo por não sentir culpa. Será que o meu cérebro não produz a substancia responsável por nos fazer sentir culpa? Se for assim, acho que realmente me falta uma função cerebral, mas dizem que quando uma pessoa se pergunta se esta ficando louca é porque ela não está louca, pois um louco nem desconfia verdadeiramente que é louco. Já falei sobre isso em um post meio antigo (Por falar em post antigo lembro que já completei três anos nessa baboseira de contar histórias, será que alguém se importou em ler alguma dessas? Hoje têm até escolinha promissora com direito a café com torradinhas, mas isso é uma outra história rs :*). O fato é que agora não consigo encontrar em minha consciência algo real que me faça dizer “eu fiz errado”. Até porque tudo não parece passar de boatos, os que parecem reais são baseados em propagações irreais, algo parecido com fofoca. Ainda bem que os verdadeiros amigos não se deixam levar pelas mesmas rs. Não acredito que deixei essa mania de perseguição voltar. Mas não há espaço pra se reportar a estas lembranças. Eu só quero alguma coisa boa pra preencher a minha cabeça. Hoje é sábado, mas não vai ter viagem astral porque só quem tem esposa ou mora com uma mulher pode ir. Agora tenho que ficar por aqui neste pequeno espaço limitado. Sei que é manjado dizer, mas aquele papo de encontrar um lugar legal pra ir caberia bem agora, só que é complicado neste plano e espaço geográfico. Acho que vou me distrair com estes jogos onde você precisa apertar vários botões e realizar movimentos complexos, assim o tempo passa mais rápido até o sono chegar. Isso está acontecendo por causa de um pagamento que não sei quanto vai me custar, só sei que estou pagando por acreditar que a recompensa vale a pena, senão não estaria aqui. Sempre procurei estar em um lugar onde fosse possível extrair o maximo. Um lugar onde nada se repita e tudo seja novidade, não importe quantas vezes vá. Às vezes acho que deveria parar pra escutar as coisas que julgo superficial, como modo de vestir e normas de etiqueta. Assim todos me achariam prestativo e humilde. Que pena que eu descobri que é praticamente errado tentar ser sempre agradável. Espero que essa rebeldia tenha se esgotado. Descobri que existem dois tipos de caras nervosos, um deles é o que fica gritando todos os dias com todos e o outro é aquele que nunca se irrita. O problema é que o que se estressa todos os dias esbanja só naquele nível e não se reprime, enquanto o cara que nunca se irrita um dia explode e acaba sacando uma arma e atirando em todo o mundo. Não quero ser nenhum dos dois por isso acho que devo encontrar um equilíbrio e o equilíbrio está no meio. O cansaço é evidente e a decepção com algumas pessoas também. Não existe ódio dentro de mim, só melancolia e uma certa ansiedade. Talvez devesse ser menos ansioso com o que vai me acontecer, o problema é que o "agora" esta ficando muito parecido com outros “agoras”. Dizem que o meu problema é que estou vendo algo a mais e acho que ela tem razão. Acredito plenamente que se todos tivessem a oportunidade de ver o que eu vi pensariam o mesmo. Por isso, ao andar pela rua com a minha velha mochila procurando não olhar para o chão o tempo todo me vejo entre pessoas que jogam o lixo na frente de suas casas, carros que passam jogando lama e jovens da minha idade jogando futebol e armando uma pequena confusão, que por uns cinco minutos atraem a minha atenção. Como eu sinto por não conseguir me divertir correndo em um campo de areia encharcada pela chuva atrás de uma bola. Seria tão mais simples e fácil. Alguns deles nunca ficaram bêbados ou colocaram um cigarro na boca. São os orgulhos de seus pais. Os cidadãos promissores de nossa sociedade. Os que obedecem a todas as regras e cumprem todos os horários, por isso herdarão o sistema. Pura monotonia. Será que desta forma conseguiria pensar melhor no que eu quero pra mim? Apesar de tudo me sinto orgulhoso por me sentir corajoso, acho que não poderia mais continuar como estava. Sinto agora que há sangue correndo pelas minhas veias e ele não é frio e sim bastante quente. É ridículo ser amiguinho de toddos. Aquela figura mórbida está saindo de cena. Sejam bem vindos ao mundo real, sem estímulos cerebrais extraídos de porcarias que nos deixa bobões ao invés de espertos e criativos. Aquela situação estava me deixando cada vez mais doente, só um tolo não perceberia isso. Por isso me dirijo até a casa de uma das poucas pessoas que me restaram nesse bolo todo. Ela me ajudou com bons conselhos e me apoio, mesmo parecendo complicado. Estaria mais inconstante agora se não fosse por ela. Sinto-me agradecido por existirem pessoas assim no meu caminho, por isso lhe dei um cordão de lembrança. Mesmo sabendo que de um cordão e uma medalha são responsáveis por boa parte de tudo isso. Ainda bem que sei que se olharmos ao nosso redor perceberemos que nunca estamos sozinhos, por mais que tentemos pensar no contrário. Só tenho a agradecer por esta compreensão e pelo tesouro contido no baú das respostas verdadeiras. Sinto muito por tudo, mas este é o caminho que escolhi.

sexta-feira, março 16, 2007

Biba Graeff

Semana passada eu encontrei com uma amiga antiga, Biba Graeff. Ela hoje mora na Inglaterra e é uma pessoa com a qual me dava muito bem. Passeávamos algumas vezes e até dizíamos que nos amávamos. Os tempos mudaram, neste encontro deu pra perceber o quanto. Olhando para ela lembrava alguns motivos que a levaram a ir para a Inglaterra e ficar distante de mim. Algumas situações estranhas e que talvez nunca se encontre respostas. Ela também parece meio estranha, afinal de contas as situações que passamos juntos e que a levaram a ir para a Inglaterra não foram muito boas, admito.

De fato ela está mais madura, existem tantas coisas que eu queria falar pra ela, mas eu não posso ou ao menos acho que não. Na verdade eu poderia dar uma explicação mais consistente sobre tudo o que aconteceu, mas o resultado não seria muito bom, pelo menos na época em que aconteceu, tendo em vista o envolvimento e a preocupação em não prejudicar outras pessoas e ela mesma. Fico imaginado que agora que a poeira está mais branda eu poderia dizer pra ela a verdade por mais que todo o tempo que passou não tenha mais volta. O que algumas opiniões e situações levaram um bonito sentimento a se transformar em um amontoado de notícias não muito boas desagradáveis?

Fico pensando nas coisas que deveria dizer. Ela é tão bonita. Lembro que em um de seus dias quando ela não estava pisando no chão ela falou que gostava de mim mais do que todos os outros meninos. Só eu sei o quanto estou pagando por abrir mão de mim mesmo em nome de algumas pessoas. Será que está valendo a pena? O que tenho aprendido é que as vezes você pensa que está fazendo o bem, mas não está e que só quem recebe o bem é beneficiado, daí a frase fazer o bem sem olhar a quem. Talvez a verdade seja a saída tendo em vista que agora tudo mudou, parece não haver mais confiança um no outro. Apenas uma conversa íntima com uma série de restrições, confesso que fico com medo de entrar em certos assuntos. Na verdade não sei bem o que dizer. Será que devo confiar? Ela sabe que não precisa ter medo de mim. Ela é tão bonita, tinha até esquecido o quanto Biba é bonita, inteligente e divertida. Ela me faz muito bem, só que agora fico com receio de rir com ela. Isso realmente é muito triste. Receio de ir longe demais novamente, me machucar e machucar a ela, por isso é complicado pensar em tudo o que aconteceu. Sei que ela poderia me ajudar mais do que de fato está. Assim eu tiraria este peso das costas e voltaríamos com um contato muito mais fortalecido e pé no chão. O problema é que não sei se devo pedir isso a ela e ela talvez não ache que poderá vir da Inglaterra pra passar uns tempos perto de mim novamente.

Não sei se ela ainda tem guardado as coisas que escrevi pra ela em manuscritos, papel impresso e e-mail, mas sei perfeitamente que ela se lembra de tudo isso. De fato ela não é mais uma criança. Acho que não combina mais ser o protetor dela, já que ela parece cuidar muito melhor de si do que eu de mim. Sem dúvida a Biba se tornou uma mulher muito interessante. Constatando isso penso no quanto a minha forma de tratar as pessoas e principalmente as mulheres estava equivocada. Ainda bem que hoje eu tenho a oportunidade de levantar a cabeça e dar a volta por cima de uma forma que só eu poderia fazer por mim mesmo e espero que na próxima vez que ela vier da Inglaterra possamos começar algo novo, desde o início, como quem acaba de se conhecer, assim como as folhas de uma árvore se renovam à cada estação. Eu poderia deixá-la quieta na Inglaterra conhecendo todos os seu amigos ingleses. Seria fácil se ela não fosse Biba Graeff, uma pessoa pela qual ainda tenho um profundo sentimento.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Foreign Complaint

Vanguart
I got something to write before this letter slips in
I got no one by my side and finally now, i feel fine
As the leaves are falling, as the sun is going down.
My eyes are in the wind, but every summer they melt down

Here no one knows my name, they never see me around
I pretend i'm from spain and i don't even go out
I never thought it would be so hard to live in other town
And i always remind of you when sleep gets me down

Every dusk i watch, well, it always leaves me sad
Cause that time i got you, the dawn was the time to bed
And i never saw the dawn anymore, now i have to crawl
To get up from the bed, and then get off of the ground

I'm not looking for and i couldn't even get a job
Lately i'm too weak and i still got the bucks you gave me
People scream that i'm a slob, but i pretend it's not with me
I just keep my face straight, with my eyes staring at my feet

Sometimes i miss my rock'n'roll records and my friends
But as long as i'll die, they'll take me out of their heads
I'm not saying i was unwanted, it's just something usual
Maybe i never really liked'em but i miss them all

Last week i went to a bar, and there was no one at it.
And i've been thinking how sometimes love's hard to fit
I remembered when i's a child and how beautiful were my hair
And when i discovered that love's something hard to bear

But when the bar closed down, i started my thinkin' again
And going back home i cried a little bit but then
I cleaned my face with memories from my mom and my dad
And for a quick moment i forgot that they are dead

I heard someone saying love's bitter, well, i didn't disagree
But later when i was sleeping i've been waken by a dream
I don't remember well, but i only know it was about you
Then i passed all the day upset till i accept that i love you

But you know life goes on, as it goes on your life
And i'd be lying if i said that someday i'll be back
Cause these words haunt myself, i prefer to ignore the pain
Cause i'll always love you, but i don't want to see you again.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Ôpa, é hora de desencanar rsrs
Têm coisas que acontecem para o seu bem. Não que exista um mal necessário, mas é certo que quando dá dá e quando não dá não dá rsrs

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Take It Or Leave It

The Strokes


Leave me alone
i'm in control
i'm in control
and girls lie too much
and boys act too tough
enough is enough
well, on the minds of other men
i know she was
i said just take it or leave it
and take it or leave it
and take it or leave it
and take it or leave it
oh, just take it or leave it
and take it or leave it
oh, take it
i say
oh, he's gonna let you down
he's gonna let you down
he's gonna let you down
and gonna break your back for a chance
and gonna steal your friends if he can
he's gonna win someday

i fell off the track
now i can't go back
i'm not like that
boys lie too much
girls act too tough
enough is enough
well, on the minds of other girls
i know he was
i said you take it or leave it
and take it or leave it
and take it or leave it
and take it or leave it
oh, just take it or leave it
and take it or leave it
oh, take it

that's right

oh, he's gonna let you down
he's gonna let you down
he's gonna let you down
and gonna break your back for a chance
and gonna steal your friends if he can
he's gonna win someday
oh, he will

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Não se reprima

“Ninguém pode sentir exatamente o que o outro sente”, você disse. É verdade, às vezes fazemos coisas que ninguém mais pode fazer por nós. Aquele papo de esperar a hora certa de agir às vezes dá errado e a oportunidade escapa pelos nossos dedos, na nossa frente, sem que se possa fazer mais nada a não ser lamentar.

Sabe, novo amigo, você não é o único. Identifiquei-me bastante com a sua opinião. Não posso ficar no seu lugar, mas quero que saiba que já passei por isso. Às vezes somos taxados, mas dentro de nós mesmos podemos visualizar melhor o que significa tomar uma atitude como essa. De guardar os seus valores para guardar a si mesmo. Isso é uma das coisas mais preciosas do mundo, acredite. Não se trata de ingenuidade ou fraqueza, ao contrario, é preciso ser bastante homem pra tomar uma atitude como essa.

Não deixe que os outros tirem isso de você. Talvez se arrepender e ficar se martelando só vai te provocar mais insegurança e não é isso o que queremos. Procure guardar essa facilidade de conquistar as pessoas e se envolver com elas. Continue permitindo que a parte boa do mundo delas entre no seu. Sei que há casos em que uma atitude drástica é necessária, afinal de contas somos jovens e um pouco de ação nunca fez mal a ninguém. Às vezes o certo é passar o rolo compressor mesmo. Deixar com que a libido aflore as vezes é o que se pretende das duas partes e sentir o gostinho da carne macia, a transpiração a mil, o suor misturado com cheiro de perfumes agradáveis e a textura da carne nova na sua boca e encostando em várias parte sensíveis de seu corpo é muito bom. Mas às vezes não dá pra continuar assim. Você sente falta, é como a ausência de um braço ou de uma perna. Realmente não dá pra viver com próteses. Você precisa de algo mais concreto e por isso sente necessidade de algo mais consistente. Que faça você se sentir seguro e mais feliz.

É, novo amigo, acredito que você agiu certo. Sei que aquela pulguinha vai ficar te falando “você deveria ter pegado” ou “a outra opção era melhor”, mas você nunca vai ter como saber ao certo como seria se fosse de outro jeito. O importante é não ficar se martelando. Vai ver este realmente era um teste. Você mesmo falou que já rolou um deste há um ano e o negócio deu errado. Este é um bom motivo pra você acreditar na existência destas forças invisíveis. Talvez você não acredite nelas o suficiente, mas o simples fato de saber da existência delas ajuda bastante, pois quando tudo fica parecendo que deu errado você reflete e pensa “a escolha foi só minha, eu fiz o que achava que era certo”.

Acredito que só há um destino para pessoas iguais a você: se dar bem. Vou continuar te apoiando no que você fez e se o motivo desta sua atitude não te corresponder não entre em desespero, pois tudo acaba bem no final, e se não acabar bem é porque não era o final.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

I´d really like to help you man


Olá amiguinho, há quanto tempo, não? O que voce esteve fazendo? A mesma coisa que eu? Então acho que você está indo muito bem amigunho, sério mesmo. Estive tentando dar uma arrumada na casa, tipo, ser mais cuidadoso e responsável. Ah amiguinho, como isso é difícil. Acordar no horário certo e ir cumprir as suas responsabilidades. Os anos estão passando e você precisa correr atrás do tempo perdido. Você sabe que em algum momento você pode vacilar, mas ainda sim consegue seguir. Ainda não consegue terminar suas tarefas básicas. Ainda perde muito tempo na rua. Leva pau da prova porque não estudou ou ficou reprovado em faltas.

Espero que você esteja conseguindo amiguinho, eu realmente quero que isso aconteça. Sei que nem sempre as coisas dão certo. Às vezes você faz uma daquelas besteiras bem fudidas, do tipo pra deixar tudo de pernas pro ar. As férias que você deu a si mesmo de sair e curtir a noite pareceram voltar de uma só vez. Um dia em que você tira férias das férias... Quer de algum jeito arrumar uma fuga da realidade para que alguma coisa entre em seu equilíbrio. Daí, quando tudo isso acaba parece que a dor de cabeça aumentou e que a responsabilidade fugiu ao seu controle, assim como tudo a sua volta: seus sentimentos, respeito, autocontrole... Tudo isso parece ter entrado em um ciclo cuja direção de sua rotação é exatamente o contrário do que se acredita, para a esquerda. Diferente de tudo contra o que você está lutando. Daí você percebe o quanto é válido a frase “quanto maior a altura maior o tombo”.

É isso o que acontece. Alcançar o equilíbrio não é tarefa fácil, mas você sabe que pode conseguir, até porque nunca te disseram que seria fácil. Como já foi dito: o querer é uma autorização para que a mudança ocorra, e a força da nossa vontade pode superar todas as situações escrotas. Continue tentando amiguinho, não se perca entre as sombras do mundo. Levanta a tua cabeça mais uma vez. Você ainda tem muita coisa boa pela frente, você é jovem e a vida é longa. Aproveite este período em que todos estão pensando em “o que fazer” ou “como se deve perdoar” para ser uma pessoa melhor. Espero que a tendência daqui em diante seja o de melhorar. Você vai conseguir amiguinho... Continue lutando. Se depois de tentar várias vezes você sentir que as suas forçar acabaram e você não vai agüentar mais... Tente de novo! Saiba que o que você sente eu já senti também.

sábado, novembro 25, 2006

Coletivo Palafita

Arte: Heluana Quintas



Escrita pelo Coletivo


Com o objetivo de promover a articulação entre os produtores de cultura local, entre si e com outros de outros Estados, o Coletivo Palafita dá início ao seu primeiro ciclo de ações na esfera independente.
No Amapá, como no Brasil, há um número considerável de produções Independentes, sejam elas musicais, literárias, teatrais, enfim, artísticas, que se mantém graças a sua responsabilidade com a criatividade nacional. São bandas, publicações marginais, intervenções na rua, que poderiam estar interagindo com outros grupos da mesma região ou de regiões diferentes, trocando experiências, ousando ainda mais num circuito onde isso não só é permitido como também estimulado.

O Coletivo Palafita quer reunir grupos de trabalho que, entendendo a proposta deste projeto, mobilize ações cooperativas na produção do audiovisual, musical, literária e todas que, de alguma forma, giram no entorno deste meio.

Temos uma pá de bandas com músicas próprias, que deram o batalho sozinhas pra gravar o trampo. Temos grupos de teatro que se consolidaram pela inovação ao trabalhar de maneira autônoma e com materiais de baixo custo. Atuamos com Coletivos de artes visuais e intervenções que já contrariaram e muito a cena local com tanto atrevimento. Temos zines e temos livros cuja distribuição se faz de fotocópias. Temos blog’s, orkut, e-mail e vontade.
Também contamos com espaço próprio onde poderemos aglutinar este material que hoje se encontra solto em nosso estado, assim como incentivar novos grupos com nossas ilhas de edição de imagens e estúdio.


Contatos:

segunda-feira, novembro 06, 2006

12º Goiânia Noise


Festival Varadouro no TramaVirtual de domingo

por Ney Hugo
Imprensa EC




Ok, sei que já disse muito isso por aqui, mas não tem jeito: o Festival Varadouro, realizado no Acre, beirou a excelência nos quesitos organização, público, qualidade das bandas, premissas básicas do fora do eixo, convite à imprensa alternativa... um dos veículos desse tipo, o programa TramaVirtual foi um dos convidados para realizar a cobertura do festival. Massa é que o programa do Trama é exibido no canal (infelizmente) pago Multishow e tem um quadro chamado "Visitando a Cena", o qual mostra em rede nacional festivais realizados Brasil afora. Entre os já exibidos, figuram o Calango(MT), Se Rasgum(GO), Coquetel Molotov(PE), entre outros. Além disso tudo aí, o programa traz também uma matéria sobre "futebol de mesa" com os cuiabanos do (advinha quem?!) Vanguart (óbvio!). Mas essa já rola ver antes de domingo, através do You Tube. Clica aqui, ó!

terça-feira, outubro 31, 2006

Prévias do Caldeirão Universitário

Começa neste sábado dia 04/11/2006, no Liverpool Rock Bar, as prévias do Caldeirão Universitário. Evento que contará com três bandas independentes todo o final de semana. A idéia é fazer um levantamento de bandas para a apresentação no dia 25/10/2006 no Campus da UNIFAP.
Ele também servira como balanço de produção para o I Festival Amapaense de Musica Independente, para tanto solicitamos aos interessados que entrem em contato para conhecer o projeto.


Contatos:

Liverpool Rock Bar:
9905-6449; 3223-5053.

Paulo Zab:
9124-3937,
paulozab@gmail.com
.

Jemile:
9974-8949

segunda-feira, outubro 30, 2006

TRILÖBIT - Tributo kraftwerk

Por: Marcelo Demosul

Por aqui o Kraftwerk é rock! A prova disso é o tributo ao Kraftwerk, idealizado pela revista eletrônica http://www.urbanaque.com.br/,

Somos Robôs.

São 14 bandas das mais diferentes vertentes do rock e da música eletrônica, de diferentes estados brasileiros, que estão prestando suas homenagens em versões inéditas, e declaram, para surpresa de muitos, a importância e influência do Kraftwerk em suas músicas. Versões surpreendentes que vão da surf music, passam pelo funk carioca, electro rock, e até a flertar com trilha sonora para filmes de Bollywood.

Um pequeno retrato da criatividade dos novos artistas brasileiros e que só reforça a tese de que o Brasil passa por uma das melhores fases musicais dos últimos anos. Produção de norte a sul do país e com um pequeno detalhe, mantendo características regionais e sem perder qualidade.

BANDAS:

I.O.N. (The Robots), Lucy and the Popsonics (Showroom Dunnes), TRLÖBIT (Athërwellen Airwaves), Goldenshower (Mehn Maashyn Aka), Ambervisions (Pocket Calculator), Daniel Belleza & Os corações em Fúria com Rock Rocket (Trans-Pompeia Express) e muito mais.

Para democratizar a música e alcançar o maior número possível de ouvintes, as 14 faixas que compõem o Somos Robôs, não serão comercializadas e sim disponibilizadas para download gratuito no www.urbanaque.com.br.

--
http://sassacartoon.blogspot.com
http://muambazine.blogspot.com
http://trilobita.multiply.com
http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=26552
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1553891
http://www.youtube.com/view_play_list?p=AA5AB383C6D571F1

sexta-feira, outubro 20, 2006

O Acre existe!


Saí do Amapá às 15h00min do dia 19, fiz uma escala em Brasília, o vôo atrasou um pouco e saí de lá por volta de 22h30min. Falaram-me que seriam mais três horas de vôo até Rio Branco, mas quando eu cheguei aqui ainda era 00h30min. Esse lance de fuso horário é complicado e ao mesmo tempo muito legal. Acordei achando que estava atrasado pro café, mas depois de levantar percebi que tenho duas horas de crédito rsrs.

O Festival Varadouro vai arrebentar. Está reunindo não apenas bandas legais como Macacas Bong, MQN e Coletivo Rádio Cipó. Ele tem o mérito de aglutinar representantes de todo o norte do país. Um dos pontos fortes será a mesa de discussão Independência ou Norte, que visa o engrandecimento da cena na região. Por enquanto só tomei café e conversei com a galera de outros Estados da Região, como o Fernando Rosa do Senhor F e Pablo Capilé do Espaço Cubo.

Ainda estou aguardando o que virá hoje a noite: Gogó de Sola (AC), Mamelucos (AC), Ultimato (RO), Nicles (AC), Coletivo Rádio Cipó (PA), Macaco Bong (MT), Camundogs (AC) e Moptop (RJ).
Até logo.

quarta-feira, outubro 18, 2006

See you In the only side of the moon.

Vamos menina, me deixa ver como ficaram seus olhos. Percebo que agora eles já sabem abrir portas. Dá pra ver que a fase de fazer perguntas bobas já era. Agora você está mais interessada em entrar na mente das pessoas. Nas perguntas ocultas... Nos mistérios.

Você está se equilibrando. Interessa-se cada vez menos por cores e contornos artificiais. Aprendeu a avaliar o clima à sua volta. A compreender os jogos restritos de olhares com sussurros mentais e da busca de cada um. Isso é bom. Isso é muito bom.

Aconteceu porque você se deu conta do poder que têm. Sabe agora que a vida é feita de impactos e contatos de energias. Algumas emanam força branca e outras... Não branca. Depende do momento. Depende da pessoa.

Sai na rua e sabe que o mundo não gira à sua volta, mas existem passagens. Os que se sintonizam sacam, mas os descuidados não acompanham. Coisa que você apenas desconfiava depois tirava da cabeça por achar que era apenas a sua imaginação.

Muito bem baby. Antes era só um rostinho bonito, agora é uma presença com suas próprias influências e subordinados parciais. Com suas cartadas e encantadas cultivadas em você. Já sabe dar seus lances com voz ativa e sutil. Isso é bom. Isso é muito bom.
Sim, você venceu. Conquistou o nosso respeito. Não que não fizéssemos isso antes, mas agora sabe como é. Claro que sabe. Se não soubesse não estaria neste estágio. Está se soltando e aprendendo a voar sozinha. Passou a nos ensinar alguns truques. Isso é essencialmente fundamental. Quem te ajudou a chegar aí?

Nada veio de graça. Suas habilidades e força fizeram você chegar onde está. Devo te aplaudir e dizer que o mérito é todo seu. Você merece. Curta os prêmios da autoconsciência. Do exercício da memória. Nem vou perguntar se está gostando. Sei que é amargo no início, mas depois fica ótimo. Ninguém nesse mundo pode te guiar pra lugar algum. Podem te mostrar o caminho, mas quem andará será você. A não ser que te teleguiem. Acontece com os recém iniciados.

Estas coisas ficam além de nossas máscaras e ilusões. Encontram-se encravadas em nosso ser. O tempo que você passou refletindo enteógenamente te levou para esse plano. Os pontos de mutação que você tem são múltiplos e constantes. Você sabe que isso é bom. Que é extrema parte de tudo isso. Uma peça fundamental do todo. Do objetivo maior da essência.

Por trás disso estão todos os segredos da vida. Acredite que pode romper as barreiras ilusórias e encontrar a trilha para a verdadeira viagem. Pode destruir muitas coisas negativamente densas estando em conjunto e se construindo sozinha ou ao contrário disso. Você começou a ver o que tem do outro lado e espero te encontrar outras vezes para ver novamente seus olhos. Se eles te revelarem mais do que de costume não se assuste... É apenas uma nova fase acima.

terça-feira, outubro 17, 2006

Festival Varadouro acontecerá neste fim-de-semana

da Assessoria

Nos próximos dias 20 e 21 de outubro, acontece em Rio Branco no Acre, o Festival Varadouro. O festival tem como objetivo dar visibilidade a tudo o que vem ocorrendo na cena independente local, abrindo caminho para o rock brasileiro.Resultado da iniciativa de artistas, produtores culturais e do selo fonográfico acreano Catraia Records, o festival conta com 16 bandas como Porcas Borboletas(MG), MQN(GO), Macaco Bong(MT) e Los Porongas(AC).

Além dos shows, a segunda edição do festival oferecerá ao público a tenda eletrônica Aldeia Sideral, e uma série de debates indispensáveis para o crescimento da música independente nacional.O Festival Varadouro faz parte do Circuito Fora do Eixo de Música Independente e da Associação Brasileira de Festivais Independentes – ABRAFIn, dos quais participam, dentre outros os festivais o Porão do Rock (DF), Abril Pró-rock (PE), Calango (MT), Goiânia Noise e Bananada (GO) e MADA (RN).
Para mais informações:

domingo, outubro 15, 2006

Uma conversa...


- A maioria dos cérebros não alcançam nem 15% de sua capacidade. Nunca chegaremos à verdade.
- É por isso que nosso conhecimento é relativo, pois se usasse 100% estaríamos em um estágio de compreender a verdade. Uma verdade absoluta.
- Mas não podemos chegar a uma verdade absoluta.
- Então não poderemos usar 100% da capacidade do cérebro.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Espaço Cubo documentará cena do norte em tour

por Marielle Ramires
da Imprensa EC
E mais uma empreitada do Espaço Cubo começa amanhã, quando o colunista Ney Hugo, da Imprensa EC, embarca na tour "Independência ou norte", promovida pela Cubo Comunicação, com a proposta de documentar todos os detalhes que vão rolar nos festivais Casarão, que acontece neste sábado (14) em Porto Velho (RO), e Varadouro, que rola nos dias 20 e 21, em Rio Branco (AC). A idéia é mapear a cadeia produtiva desse caldeirão pulsante da cultura fora do eixo, através de entrevistas com produtores, representantes de selos e bandas. Além desta missão, Ney Hugo será o representante do Espaço Cubo no I Seminário de Rock na Floresta "Cultura e História", quando participará das mesas sobre a importância da mídia no cenário musical e o norte no cenário musical nacional. Para mais informações acesse http://www.fanrock.com.br ou a comunidade do Festival Beradeiros, no Orkut.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Brincadeira.

Este mundo malvado de egos famigerados. A gente tenta ser humilde e sempre tem alguém que quer pisar em você. Daí é o jeito mostrar alguns truques que aprendeu. Às vezes você acaba exagerando, mas quem manda provocar? Ele se acostumou assim. Talvez seja o único lugar que ele tem pra fugir. Varrer tudo pra debaixo do tapete. Para debaixo dos outros. Fica tirando com quem ele julga ser inferior acaba se dando mal.

Essas pessoas que aparentam ser ridículas. Que ficam julgando os outros. Que ridículo. Como pode falar de alguém por pura inveja... Vingança é a demonstração de inferioridade. Que falta de... Alguma coisa. Frustração trazida da criação. Todos têm. Eu tenho, tu tens, eles observam, todos detonam. Poucos ajudam. Às vezes nem os amigos. Não sabem como... Fica por isso mesmo. Coisas da auto-análise. Auto-exame.

Eu não quero mais brincar disso. Pira-paz não quero mais. Meu cadeado é a Lua. Vamos brincar de pira ajuda? Quem vai ser a mãe? Não importa. Quem começar vai ter que pegar alguém e esse alguém vai ser a mãe... Duas mães vão se ajudar a pegar os outros meninos fujões... Rebeldes. Depois que acabar não quero passar pra pira-alta. Quem estivar no alto não pode ser pego. Só os que estão embaixo. Esses podem morrer na mãe porque não subiram. Quer saber... Segue sempre o teu caminho. Deixa quem quiser falar. Embaixo. Em cima. Cuidado pra não pisar em alguém. Fique apenas com o que é seu. Pare de olhar para os outros.

Que tal pira esconde? Confere até trinta e um alerta e eu me escondo. Todos nós nos escondemos. Tente nos achar, mas cuidado. Tem que ser de um lugar seguro. Se me achares posso sair correndo e bater primeiro que você. Fique esperto. Não vale olhar enquanto confere. Se falar o nome errado anulou, hein? Não tente adivinhar onde estamos. Venha pessoalmente e procure. Deixe de preguiça. Ou você é café com leite? Só vale ir embora quando tudo terminar... Ou quando pedir pira-paz. Não dê pressão. Cada um corre como pode. Todos estão tentando encontrar alguém... Alguma coisa. Uma razão que pode estar fora da razão. Não estoure o garrafão. Se fizer isso os outros podem sair correndo pra te pegar e eles podem te machucar. Saia pela saída.

Fique alerta. Só pegue a bandeirinha se boa parte do outro time estiver colado, senão colado você vai ficar. Não se esqueça que vivemos no mundo da roda, no mundo da roda a girar. Na roda do mundo girando, e estamos no mundo a rodar.

Revisão

Estive analisando umas coisas e acabei descobrindo algumas em mim que preciso mudar. Não que eu não esteja fazendo isso boa parte do tempo. É por que existem algumas que estão escondidas em um canto muito profundo do cérebro. Você é condicionado a tomar certas atitudes e acaba não se tocando de outras.

Acho que de um tempo pra cá me tornei muito chato. Acabei monopolizando a conversa demais e não deixei meus amigos a vontade. Preocupava-me apenas em ficar expondo as minhas idéias e acabava recebendo pouca coisa do que os outros tinham a me passar. Vejo agora o erro que estava cometendo. É certo que existem coisas que tenho extrema necessidade de falar pra alguém, mas essa empolgação acabou fazendo com que outras pessoas não se sentissem a vontade. Todos acabam tentando me entender, mas às vezes acho que é complicado pra eles. Eles sabem que não faço isso de propósito. O problema está aí. Se fosse de propósito eu poderia me controlar ou eles poderiam tentar me corrigir, mas como acontece quase inconscientemente fica mais complicado observar esta falha.

Ainda bem que estou me tocando disso a tempo e tentando, ao máximo, me corrigir neste ponto e espero encontrar outros para que eu possa ser uma pessoa que conviva melhor comigo mesmo, com as pessoas próximas e não próximas. Não quero ser considerado o chato ou o inconveniente. Sei que alguns vão chegar e falar “pára com isso Zab, tu já tá na tua neura?”. Eu sou assim mesmo. Às vezes acho que sou desligado de algumas coisas, mas em outras acredito que percebo mais facilmente.

Na verdade estou de saco cheio de muitas coisas. Esse personagem que criei chamado PauloZab acabou saindo do papel e procurou passar para a vida real usando a minha personalidade. É isso o que acontece quando se mistura o irreal com o real: um estágio escroto de esquizofrenia. Não que andasse por aí vendo coisas, mas é que algumas verdades que tomei para mim eram imensas mentiras. As pessoas também não podem confundir, eu não sou PauloZab, ele só existe na Internet. Parte dele é parecida comigo. Acho que ele é a personificação de um extremo meu. De pensamentos difusos que fazem projeções superficiais do verdadeiro eu.

A fuga de escrever que duraram meses fez com que essa figura ganhasse vida, mas agora ela está sob controle e a criatura não voltará a importunar o criador e nem as pessoas próximas dele. Tudo bem, as pessoas podem me chamar assim, mas elas têm que entender que isso não passa de um nickname. É preciso separar as coisas. Todos sabem que a minha cabeça é frágil. Sei que a deprê já passou e o estágio de intoxicação também, mas, por favor, não ressuscitem a minha paranóia. A visão da minha infância já foi o suficiente pra mim.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Uma psicografia


É, enquanto a professora me informava que eu havia me dado mal novamente em América I eu desenhava e copiva o assunto...